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Do Blog de Augusto Nunes da VEJA
O preço oficial que aparece na folha de pagamento é de R$ 16.512,09, mas cada um dos 513 deputados brasileiros custa aos cofres públicos pelo menos R$ 99 mil por mês. Total da despesa com a Câmara: R$ 50.787.000,00. O gasto com cada um dos 81 senadores (cujo salário é igual ao dos deputados) é de R$ 120 mil. Com o Senado, portanto, a despesa soma R$ 9.720.000,00 por mês.
Os números foram extraídos de um levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, com base em informações da Câmara, do Senado e da Ong Transparência Brasil, e vem acompanhado de um aviso: “o valor ainda pode aumentar com a incorporação de serviços e cotas difíceis de mensurar”. Entre as “dúvidas” estão a verba destinada a “correspondências mensais” (de 4 mil a 159 mil), o plano de saúde vitalício e ilimitado, as diversas cotas de impressões e “materiais de expediente”.
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Do Blog de Augusto Nunes, na revista Veja
O Congresso Nacional não tem conseguido fiscalizar a máquina pública e, em consequência disso, praticamente abdicou do dever de corrigi-las. Conjugados, o corporativismo crônico e a corrupção endêmica institucionalizaram a impunidade, reafirmada pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Com raríssimas exceções, acabam em pizza, como comprova um estudo desenvolvido por Wellington Oliveira, professor de Direito Constitucional da Universidade Anhanguera e criador do Instituto CPI Brasil.
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BRASÍLIA
blog do Milton Jung na radio CBN
A sugestão é do ouvinte-internauta Mário do Carmo que ligou para a Assembleia Legislativa de São Paulo para criticar a falta de cuidado com o dinheiro público dos deputados estaduais que mantém uma série de regalias como a presença de número excessivo de diretores ou gabintes especiais para ex-integrantes da Mesa Diretora.
“Acredito que se houver mobilização das pessoas ligando para a Central de Atendimento ao Cidadão e registrando nossa indgnação conseguiremos pressionar os deputados”, escreveu. O telefone do C.A.C da Assembleia:
De certa forma, é uma homenagem.
Porque ficamos tão comovidos quando vimos num debate na tv Gazeta, alguns domingos atrás, com a participação de 3 deputados representantes de partidos da situação e oposição, uma justificativa sobre a criação da tal verba indenizatória de 15 mil reais para cada um deles na câmara:
Segundo um dos parlamentares, ela serviria para dar suporte aos DEPUTADOS POBRES que não tem condições financeiras para manter seu escritório político em seus estados de origem e mal podem sustentar uma vida decente.
Engraçado foi perceber que isso foi disparado quase no final do programa, depois desse mesmo deputado ter defendido teses que nós estamos totalmente de acordo, principalmente quanto ao diagnóstico radical que nosso sistema eleitoral esta falido, baseado inclusive em sua condição de relator de mais uma reforma política que naufragou por falta de interesse de seus pares em mudar a distância entre representantes e representados no exercício democrático.
Aos 45 minutos do segundo tempo, ele marcou um gol contra que jogou por terra toda extraordinária clareza de seu raciocínio, mas conseguiu definitivamente entrar para a galeria do FEBAPÁ, a genial sigla inventada pelo imortal Stanislaw Pontepreta para reunir o bestialógico arsenal de nossos proceres, no inefável esforço de auto desmoralização.
A contribuição do deputado ao Festival de Besteiras que Assola o País foi tamanha que não resistimos e decidimos quase montar uma banda de punk pop com esse nome, mas depois vimos que seria mais adequado colocar aqui mesmo, como um nome fantasia, bem significativo.
É claro que ele não poderia ficar sozinho na ribalta, logo em seguida tivemos a cena em plenário do senador Gerson C. se derramando em lágrimas, como se enciumado pelo oportunismo de seu colega congressista, declarando que as acusações de corrupção que esta sofrendo seriam ainda mais injustas por sua condição de orfão de pai e mãe. Ou a entrevista de um outro obscuro deputado do baixo clero que reagiu indignado ao corte da mamata das viagens de parentes dizendo que não dá para comparar a condição de parlamentar com um trabalhador comum, senão era melhor até fechar “isso aqui” (sic), disse se referindo ao congresso. Depois arrependido voltou atrás, claro que não sobre sua defesa ao privilégio da corte, mas apenas sobre a parte de acabar com o parlamento, apenas uma questão retórica, como gostam de dizer por lá.
Devido ao inesgotável senso de dever auto complacente e as participações espontâneas de tantos homens públicos para incrementar as manchetes de jornal e os assuntos nesse site, decidimos também ampliar o sentido da expressão que nos inspirou a rebatizar esse BLOG, alterando para POLÍTICOS POBRES, de semantica mais generalista, dando nossa contribuição ao propósito de inclusão social sem preconceito de todos aqueles que cabem nessa expressão.
Principalmente os pobres de espírito.
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